BORRACHA NATIVA

Os Guardiões da Floresta

A Amazônia é o único lugar no mundo onde as seringueiras (árvores fontes da borracha) crescem em estado selvagem.

Para as solas dos nossos tênis, compramos a borracha diretamente de três associações de seringueiros na Amazônia, pagando um preço diferenciado pelo látex. Esse preço justo valoriza o trabalho do seringueiro, e assim ajuda a luta contra o desmatamento.

O processo FDL, Folha Defumada Líquida, foi desenvolvido na Universidade de Brasília pelo professor Floriano Pastore (link). Ele permite que os produtores transformem o látex em folhas de borracha sem uma fase industrial intermediária. Estas folhas são enviadas diretamente para a fábrica para moldar as solas. Esta tecnologia permite, portanto, que os seringueiros vendam um produto semi-acabado e que recebam uma melhor remuneração.

Desde 2007 a militante ecologista brasileira Bia Saldanha acompanha e dá suporte aos seringueiros que produzem para a VERT.

AMAZÔNIA

Gestão Sustentável X Lucros a Curto Prazo

Desde os anos de 1960, o uso generalizado da borracha sintética, derivada da indústria do petróleo, fez cair o preço da borracha natural. Com isso os habitantes da Floresta Amazônica dedicaram-se, então, a atividades mais rentáveis, como a criação de gado bovino e a venda de madeira. As árvores são derrubadas e as terras, originalmente protegidas pela vegetação, desertificam-se.

A sobrevivência da Amazônia depende da exploração sustentável de seus recursos. O látex extraído das seringueiras faz parte desses recursos. O pagamento do preço justo pela borracha melhora a renda dos seringueiros e age como um freio no desmatamento.

Para 2016 o valor pago pela VERT para a borracha selvagem brasileira (FDL) foi acordado em R$ 9,50/kg um preço quase 30% superior ao pago para a borracha comum plantada de São Paulo.

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